domingo, 2 de setembro de 2012

ENFRETANDO A DITADURA FRIA 


Durante o governo de João Goulart (1961-1964) A UNE e as Ligas camponesas foram fortalecidas. Isso levou a elite dominante, igreja e classe média se oporem a esse movimento por medo do comunismo. Com apoio dos EUA em 31/03/64 houve o golpe militar e a implantação da ditadura militar que durou de 1964 a 1985. Durante este período teve uso da repressão, investigação através do SNI, prisão, tortura e perseguição a cultura. Houve censura a imprensa, a músicas, as artes em geral. Tudo que julgavam ofender o regime tinha que ser abolido.
 
Durante o nazismus na Alemanha, houve censura, invasões as bibliotecas das universidades e queima de livros que julgavam nocivo ao regime. Adolf Hitler levou a Alemanha de tantos filósofos e pensadores a apoiar uma guerra e o genocídio dos Judeus.
 
Na atualidade existe uma ditadura sendo imposta e que já determinou as leis sociais, leis religiosas, delimitou a cultura. Como na ditadura militar ele tem o apoio da elite dominante, igreja e classe média. Faz uso dos meios de comunicações, da propaganda comercial e da libertinagem. Ela não sofre oposição nem resistência. Em lugar de fazer uso da repressão, tortura e controlar as pessoas pelo medo e pela dor, ela controla as pessoas pelo o prazer. Não é preciso censura de imprensa, pois são poucos os que sentirão vontade de ler, de se aprofundar e questionar. O impregnar de informações, tornou o meditar nestas irrelevante. O repassar de notícias de corrupção, de tragédias, do ruim, acostumaram à alma a petrificação e a tornaram insensíveis as causas sociais. Cada um tem seu mundo em particular, sua vida privada blindada. Não há quem resista a esta ditadura, quase todos já foram domesticados!
 
Onde estão os jovens idealistas que protestavam contra a ditadura, que faziam barricadas e que questionavam o sistema? Estão nos shoppings procurando pertences de grife para provar que podem realizar os sonhos de consumo ou estão fazendo alguma atividade individualista prazerosa que possa ter seu desejo glorificado sem pensar no coletivo.
 
O que aconteceu com o planeta? Porque uma mudança de visão tão grande? A alma está vazia de sonhos e ideal. Não há causas para defender. Para influenciar esta geração imediatista, egoísta e hedonista a ter um ideal para defender é preciso ensiná-la a pensar comunitariamente. Esta é uma das propostas da Unitas Fratrum.
 
Os evangélicos esperavam perseguições, fechamento de igrejas, prisão de líderes. No lugar da perseguição vem a provação da fé, do amor a Deus e sua palavra. No lugar de fechamento, há uma liberdade e abres-se “igrejas” em cada esquina. Esperavam proibição da pregação baseada nos princípios bíblicos, mas não é necessário, pois a verdade bíblica tornou-se irrelevante num pseudo evangelho interesseiro, sem conteúdo e sem preocupação com o outro. Outra proposta da Unitas Fratrum é trazer uma reflexão sobre o evangelho que estamos vivendo.
 
Mas a principal proposta da Unitas Fratrum é levar o evangelho em locais onde às denominações não estão interessadas em ir por não ter retorno financeiro. É capacitar servos de Deus, transformados pelo os valores do evangelho de Jesus,  para continuar a obra que a Igreja é destinada. É ir na contramão deste sistema religioso pragmático, triunfalista e secularizado que quando no alto do monte, optam por ter um pouco do reino de lúcifer e um pouco da glória do mundo.
Enfim, nossa missão é colocar em cheque esta ditadura fria que está devastando o cristianismo bíblico
Marcos Avelino