ENFRETANDO A DITADURA FRIA
Durante o governo de João Goulart (1961-1964) A UNE e as Ligas
camponesas foram fortalecidas. Isso levou a elite dominante, igreja e classe
média se oporem a esse movimento por medo do comunismo. Com apoio dos EUA em
31/03/64 houve o golpe militar e a implantação da ditadura militar que durou de
1964 a 1985. Durante este período teve uso da repressão, investigação através do
SNI, prisão, tortura e perseguição a cultura. Houve censura a imprensa, a
músicas, as artes em geral. Tudo que julgavam ofender o regime tinha que ser
abolido.
Durante o nazismus na Alemanha, houve censura, invasões
as bibliotecas das universidades e queima de livros que julgavam nocivo ao
regime. Adolf Hitler levou a Alemanha de tantos filósofos e pensadores a apoiar
uma guerra e o genocídio dos Judeus.
Na atualidade existe uma ditadura sendo imposta e que já
determinou as leis sociais, leis religiosas, delimitou a cultura. Como na
ditadura militar ele tem o apoio da elite dominante, igreja e classe média. Faz
uso dos meios de comunicações, da propaganda comercial e da libertinagem. Ela
não sofre oposição nem resistência. Em lugar de fazer uso da repressão, tortura
e controlar as pessoas pelo medo e pela dor, ela controla as pessoas pelo o
prazer. Não é preciso censura de imprensa, pois são poucos os que sentirão
vontade de ler, de se aprofundar e questionar. O impregnar de informações, tornou o meditar nestas
irrelevante. O repassar de notícias de corrupção, de tragédias, do ruim,
acostumaram à alma a petrificação e a tornaram insensíveis as causas sociais.
Cada um tem seu mundo em particular, sua vida privada blindada. Não há quem resista a esta ditadura, quase todos já foram domesticados!
Onde estão os
jovens idealistas que protestavam contra a ditadura, que faziam barricadas e que
questionavam o sistema? Estão nos shoppings procurando pertences de grife
para provar que podem realizar os sonhos de consumo ou estão fazendo alguma
atividade individualista prazerosa que possa ter seu desejo glorificado sem
pensar no coletivo.
O que aconteceu com o planeta? Porque uma mudança de visão tão
grande? A alma está vazia de sonhos e ideal. Não há causas para defender. Para
influenciar esta geração imediatista, egoísta e hedonista a ter um ideal para
defender é preciso ensiná-la a pensar comunitariamente. Esta é uma das propostas da Unitas Fratrum.
Os evangélicos esperavam perseguições, fechamento de igrejas,
prisão de líderes. No lugar da perseguição vem a provação da fé, do amor a Deus
e sua palavra. No lugar de fechamento, há uma liberdade e abres-se “igrejas” em
cada esquina. Esperavam proibição da pregação baseada nos princípios bíblicos,
mas não é necessário, pois a verdade bíblica tornou-se irrelevante num pseudo evangelho interesseiro, sem conteúdo e sem preocupação com o outro. Outra proposta da Unitas Fratrum é trazer uma reflexão sobre o evangelho que estamos vivendo.
Mas a principal proposta da Unitas Fratrum é levar o evangelho em locais onde às
denominações não estão interessadas em ir por não ter retorno financeiro. É capacitar
servos de Deus, transformados pelo os valores do evangelho de Jesus, para continuar a obra que a Igreja é destinada.
É ir na contramão deste sistema religioso pragmático, triunfalista e
secularizado que quando no alto do monte, optam por ter um pouco do reino
de lúcifer e um pouco da glória do mundo.
Enfim, nossa missão é colocar em cheque esta ditadura fria que está devastando o cristianismo bíblico
Marcos Avelino
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